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Como reduzir o tempo que seu filho passa no celular: duas dicas práticas

  • naianearaldipsicop
  • 17 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
As novas gerações já nascem conectadas. Smartphones, tablets e internet fazem parte do cotidiano das crianças desde muito cedo. Porém, embora a tecnologia tenha seu lado positivo, a exposição excessiva às telas pode trazer riscos ao desenvolvimento infantil.
Pesquisas científicas confirmam essa preocupação. Um estudo canadense, publicado no JAMA Pediatrics (2019), mostrou que o uso prolongado de telas por crianças pequenas pode atrasar o desenvolvimento da linguagem e da sociabilidade. Já uma pesquisa de 2022, publicada no JAMA Network Open, concluiu que usar dispositivos para acalmar crianças irritadas está associado à desregulação emocional — especialmente entre meninos.
Além disso, a internet sem supervisão expõe crianças a riscos como cyberbullying, aliciamento, golpes, discurso de ódio e vazamento de dados, como alerta a psicóloga Mayara Gomes, do Grupo Prontobaby.
Mas afinal, o que os pais podem fazer para reduzir o tempo das crianças no celular?
Aqui vão duas estratégias simples, mas eficazes:
1. Aposte em rotinas e brincadeiras em família
Estudos mostram que as crianças se engajam mais em atividades quando estão acompanhadas. Passeios ao ar livre, piqueniques e brincadeiras tradicionais, como esconde-esconde, pega-pega, cabanas, pinturas, jogos de tabuleiro e massinhas, são excelentes alternativas.
O segredo está em relembrar as próprias brincadeiras da infância e apresentá-las aos pequenos. Além de fortalecer vínculos familiares, essas experiências estimulam criatividade, coordenação motora e habilidades sociais.
2. Defina horários específicos para o uso do celular
Se o seu filho já está acostumado com o smartphone, uma boa saída é separar um horário do dia para esse uso, sempre sob supervisão. Vale utilizar aplicativos que bloqueiam o acesso a redes sociais fora desses períodos, como o StayFocusd (extensão para Chrome) e o Offtime (aplicativo que limita o tempo em redes).
Assim, a criança aprende a lidar com limites e entende que o celular não deve ser usado a qualquer momento.
E se meu filho já tem o próprio celular?
Nesse caso, é ainda mais importante monitorar e orientar. O celular não deve ser tratado como brinquedo, e sim como uma ferramenta que pode oferecer benefícios ou riscos, dependendo do uso.
Aplicativos de controle parental, como o Google Family Link, permitem aprovar ou bloquear downloads, estabelecer horários de uso e acompanhar a atividade on-line.
Além disso, converse com seu filho:
  • Explique os perigos da internet.
  • Estabeleça regras claras de uso.
  • Revise essas regras de tempos em tempos, adaptando conforme a criança cresce.

O celular faz parte da vida moderna e pode, sim, ser um aliado no aprendizado e na comunicação, desde que usado com equilíbrio. Cabe aos pais orientar, acompanhar e oferecer alternativas que estimulem criatividade, movimento e interação social.
Mais importante que proibir é ensinar os filhos a usar a tecnologia com responsabilidade e consciência.

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